segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Fazer muitas cópias para melhorar a caligrafia ou… da cadeira da primária à cadeira de Van Gogh.


Na Escola Primária Sylvia Philips, com a minha Professora Fernanda - de grande autoridade e meiguice em simultâneo ( o que para o assunto em nada interessa , mas que me apeteceu mencionar) - fazíamos muitas cópias.


Os objectivos eram simples e claros: criar familiaridade com as palavras e com as regras de sintaxe, prevenir erros, criar rotinas e ritmo de escrita e melhorar a caligrafia.


Hoje, falando particularmente no suporte da pintura, apenas uma das técnicas do riquíssimo universo multimédia que hoje abre horizontes no mundo da Arte, ainda me sinto aquele gaiato com os óculos mal ajustados na cana do nariz.


Diante de um instrumento linguístico que admiro, quando quero experimentar ou aprender alguma coisa, começo justamente pela cópia. Aprendo mais alguma coisa e depois vou experimentar algo totalmente diferente.


A Arte é justamente este espaço da inovação e transgressão, onde uma coisa não leva necessariamente a outra, mas o facto de ter começado a empreitada a aprender alguma coisa dá-me exactamente toda a confiança e segurança de que necessito para experimentar coisas totalmente diferentes.


Mas hoje, o que aqui deixo são exercícios. Estas cópias e interpretações em que treino a caligrafia, em que faço o elogio e tributo aos Mestres, apenas para no fim recordar que a Arte não vive congelada no passado, antes intervem e polariza o presente, abrindo horizontes para o futuro.

Nuno Quaresma
Novembro de 2009
































































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